Pulsação. Latente... insana.
A voz cantando sonhos,
o lábio perdendo a cor,
o corpo perdendo os sentidos.
Calo-me diante de tamanha vertigem
e entrego meu silêncio como prova de cumplicidade.
Atendo a festa que se fez no seu olhar
retribuindo com risos o seu desejo.
Os movimentos acentuam a perfeição do fato
e o brilho reflete a loucura viciosa
brincando em todo o território que agora lhe pertence.
Pulsação. Ardente... Marcada.
A coerência insiste em fazer-se presente
e enfrenta o torpor com doses de lucidez.
O frio da certeza abraça a circunstância
mas não fere a vontade,
enquanto um rumor indigesto sufoca a felicidade.
A falta corrói o hoje.
As lagrimas vislumbram as cores do real...
Sinto o azul dar lugar ao que parecia impossível.
Assisto ao espetáculo dos batimentos
perfeitamente descompassados....
Os pensamentos somem.
O absurdo conquista seu espaço,
o prazer substitui as vozes da razão
e o arrepio subjuga qualquer reação do medo.
Sinto somente o sussurro das vozes
e me entrego ao abuso das vontades.
Na minha boca, confetes.
Nos meus sonhos, cores.
Nas minhas mãos, êxtase.
Nem mesmo os ruídos me acordam do torpor...
Criam sons com tons alternados, cadenciando a minha viagem.
Teu nome me encanta, vence minhas forças
e uma ousadia voraz toma minhas rédeas.
Seqüestra meu ar.
Percebo seus traços e gravo teus gestos,
Imediatamente meus pés se fincam no chão.
Os sonhos se dissipam.
(26 de Setembro de 2005 - Era uma vez... o mundo!)
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