Sorrisos. Lugares. Músicas. Sensações. Shows. Sentimentos. Pessoas. Alegrias. Lágrimas.
Um clique parece ter o poder de imortalizar o efêmero, de prender o instante e guardar pra sempre (estagnando) uma explosão de alegria. Capturar a imagem nos dá ilusoriamente a certeza de ter o momento lembrado, cuidado, venerado, continuado.
Acessamos lembranças do que não vimos efetivamente, do que já começou enquadrado, esquecido. Ver o mundo pela tela de um celular inteligente tem se tornado cada vez mais comum. E também interagir virtualmente. O show passa, e as luzes e brilho, a voz estridente ou rouca, a música da sua vida, tudo isso é encoberto pelo grito da fã que abafa a sua gravação; pelas mãos e outros celulares na sua frente; pela imagem sem foco de uma câmera mal orientada. E a imagem real te foge: a gravação ruim é tudo o que conseguirá ver depois que o show acabar, e pior, é tudo o que estará na sua memória.
Acessamos lembranças do que não vimos efetivamente, do que já começou enquadrado, esquecido. Ver o mundo pela tela de um celular inteligente tem se tornado cada vez mais comum. E também interagir virtualmente. O show passa, e as luzes e brilho, a voz estridente ou rouca, a música da sua vida, tudo isso é encoberto pelo grito da fã que abafa a sua gravação; pelas mãos e outros celulares na sua frente; pela imagem sem foco de uma câmera mal orientada. E a imagem real te foge: a gravação ruim é tudo o que conseguirá ver depois que o show acabar, e pior, é tudo o que estará na sua memória.
A voz, o artista e o sorriso do percursionista que se diverte tocando se perdem na sua tentativa de reter uma imagem, na tentativa de ter pra sempre o registro de uma felicidade!