quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sobre torpedos.

De antemão aviso: é necessário que você tenha um conhecimento prévio das minhas insanidades mais intrínsecas e internas, que saiba como processo informações e as guardo da forma que julgo ser a mais fiel quanto a do momento que as recebi. Se você tiver esse conhecimento sobre mim, conseguirá entender a profundidade do que quero dizer. Não digo no entanto que a forma como as guardo seja a mais justa, mas é como minha compreensão dos fatos permite que eles sejam apreendidos. (Mas antes de declarar o que quero, explico que só pontuei o título com um intuito: enviar uma mensagem velada a um amor, para que ele entenda a quantas anda este assunto em meu coração.)

Parece que estou construindo muitos rodeios e explicações sem questionamento, mas a razões nem sempre são alardeadas! Sou uma apaixonada... Acho que psicopatamente até e poucas vezes o sentimento de traição foi tão avassalador quanto quando vi um torpedo que não era pra mim. Senti inveja de céu azul, da memória, do calor, de tudo o que continha naquela linha e que tinha um destinatário que me era desconhecido. Era um mundo inteiro que tinha perdido. Uma vida inteira.

Uma linha. Uma pergunta somente. Sou capaz de lembrar quantas letras - pouquíssimas - acabaram com
meu sonho inteiro. Um torpedo. Mas como disse, pontuar o título tem uma função!

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