quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rio de Janeiro, Século XIX

Não diria que isto seja propriamente uma futilidade, mas não consigo achar uma utilidade última para o que faço. Diria que gosto, e pronto. Em momentos de surto até consigo uma explicação razoável para fazer pós-graduação em História, Rio de Janeiro, Escravidão, Formação de famílias, relações sociais (sim, é isso tudo e mais um pouco... mas pode não ser nada disso também. Depende do dia.), nos outros, é só por que adoro o que faço. Um médico sabe a que veio. Ou ele reestabelece sua saúde, ou não. Ou sabe qual o mal que te aflige, ou não. Ou tem um remédio, ou não. Um historiador tem que ficar arrumando, forjando, reescrevendo os argumentos de convencimento... até pra si mesmo. Não sou professora... gosto de pesquisar. Gosto dos jornais do XIX e dos arquivos, só dispenso a sinusite que ganhei com isso. Estou aqui pra não desistir por hoje. Vim escrever bobagens sobre mim, pra não largar o meu "trabalho árduo", financiado pelo dinheiro público em nome da ciência (social, mas ciência, tá?). Estou há mais de hora tentando achar um maldito mapa do Rio de Janeiro, especialmente do século XIX e que, de preferência, evidencie as freguesias urbanas da corte. Nem Hércules conseguiria... tá talvez ele. E só ele. Mas se alguém por aí tiver um, aceito de bom grado. Às vezes penso em largar tudo, conseguir um emprego, ter filhos (5 ou 6) e viver feliz para sempre na minha casinha de paredes azuis. Afinal, estudar História parece ter servido para por mais limites à minha pessoa. A contrapartida é pensar, "mas falta tão pouco!" pouco pra que? e aí continuo... mais um dia, uma semana... um mês. Mas no fundo continuo porque gosto. E só. Não há nenhuma explicação mirabolante. Tá, talvez haja uma: eu sei quem foi Hércules e sei que não aprendi num seriado de TV...

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